Por Que Psicologia e Parapsicologia?

A Psicologia nos oferece ferramentas poderosas para entender comportamentos, emoções, pensamentos e relações humanas. Ela é fundamental para promover a saúde mental e o bem-estar, ajudando-nos a enfrentar os desafios cotidianos e a alcançar nosso potencial pleno. A Parapsicologia, por outro lado, abre portas para explorar dimensões desconhecidas e experiências que muitas vezes são deixadas de lado pela ciência convencional. Ela nos convida a questionar, investigar e expandir os limites do nosso conhecimento sobre a consciência e a realidade.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estudo indica que Facebook influenciaria estrutura cerebral

O Facebook altera o cérebro? Esta é a questão que um estudo incomum tenta responder sobre a rede social que tem 800 milhões de membros na internet.
Segundo os autores da pesquisa, voluntários colocados em um scanner tridimensional demonstraram ter estruturas maiores e mais densas em três áreas do cérebro quando vinculados a uma grande lista de amigos no Facebook, em comparação com outros que tinham poucos amigos online.
As três áreas são todas relacionadas com a capacidade de socialização. "O sulco temporal superior e o giro temporal médio estão associados à percepção social, do olhar das outras pessoas ou de pistas sociais advindas de expressões faciais", disse o cientista Ryota Kanai, da Universidade College London (UCL).
A terceira área, o complexo entorrinal, "estaria associada com a memória para rostos e nomes", acrescentou. Dois anos atrás, a neurocientista Susan Greenfield, da Universidade de Oxford, causou polêmica sobre o impacto das redes digitais nos jovens.
"A mente do século XXI seria quase infantilizada, caracterizada por curtos instantes de atenção, sensacionalismo, incapacidade de enfatizar e um senso de identidade instável", alertou Greenfield, em discurso na Câmara dos Lordes britânica.
Geraint Rees, professor de neurociências da UCL, disse que o novo estudo trouxe à tona questões-chave relativas a esta controvérsia. Entre elas, se o tamanho da área de socialização no cérebro nos leva a fazer mais amigos, se esta área é alterada pelas redes sociais na internet ou se esta relação é inócua. Para Rees, que liderou a pesquisa, este enigma de causa e efeito só poderá ser resolvido com estudos posteriores.
Em seu estudo, Rees recrutou 125 estudantes, 46 deles homens, com idade média de 23 anos. Seus amigos no Facebook variaram entre um punhado até quase mil. A média estimada seria de 300 amigos por voluntário. Os resultados foram, então, checados em busca de quaisquer dados tendenciosos com uma amostra em separado, composta por 40 voluntários.
Em um terceiro experimento, os cientistas analisaram mais de perto uma subamostra de 65 voluntários para ver se, na estrutura cerebral, havia relação entre o mundo digital e o mundo real. Além de se submeter a um exame de escâner cerebral, o grupo também preencheu um questionário sobre seus amigos no mundo real.
Ao combinar os registros de amizade do mundo real com as dos amigos online, os cientistas descobriram apenas uma correlação na substância cerebral. Ela foi detectada em uma área denominada amígdala bilateral, que acredita-se que processe e armazene as memórias de eventos emocionais.
Esta associação não foi encontrada nas três áreas cerebrais - o sulco temporal superior, o giro temporal médio ou o complexo entorrinal -, realçadas no primeiro experimento. Rees afirmou que isto pode significar que diferentes áreas do cérebro são usadas para diferentes formas de socialização.
O estudo será publicado na edição desta quarta-feira do periódico Proceedings of the Royal Society B, da Academia de Ciências britânica. [Fonte: Terra]


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agimos melhor quando somos observados, diz pesquisa

Quando uma pessoa acredita que alguém a está olhando, tende a expressar uma desaprovação maior em relação às transgressões morais
Foto: Getty Images
Embora possa parecer discutível, à luz dos extravagantes comportamentos que às vezes exibem perante os espectadores os protagonistas do reality show Big Brother em diferentes lugares do mundo, há indícios de que nos sentirmos observados por outras pessoas pode ter alguns efeitos positivos em nossas atitudes e condutas.
Não é preciso chegar aos extremos do programa de televisão, no qual um grupo de pessoas fica trancado durante meses em uma casa enquanto sua convivência cotidiana é transmitida ao vivo 24 horas por dia por uma série de câmeras para os espectadores.
Também não se trata de imitar o Big Brother no qual se inspira o programa, um desconhecido e enigmático personagem de George Orwell que em seu romance 1984 governa a população, vigia os cidadãos, controla sua informação e está sempre presente em suas vidas por uma série de telas catódicas.
Basta que uma pessoa se sinta observada, embora não seja de todo consciente disso, para que veja seus juízos morais fortalecidos, segundo uma pesquisa comandada pelo médico Pierrick Bourrat, do departamento de Filosofia da Universidade de Sydney, na Austrália, em colaboração com Nicolas Baumard, da Universidade Pensilvânia (EUA) e Ryan McKay, da Universidade de Londres (Reino Unido).
Os pesquisadores comprovaram que quando uma pessoa acredita que alguém a está olhando, tende a expressar uma desaprovação maior em relação às transgressões morais dos demais em comparação com aqueles que não se sentem observados. De acordo com o estudo, resenhado na revista Evolutionary Psychology, isto demonstra que no ser humano ocorre um processo mental sensível aos juízos de presenças conhecidas ou vistas.
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores apresentaram a um grupo de pessoas duas situações nas quais aconteceram transgressões morais: ficar com o dinheiro de uma bolsa alheia achada e falsificar um curriculum vitae, explica o serviço de informação científica Tendencias 21.
Se me olham, me comporto melhor
Metade dos participantes foi exposta a estas situações em uma folha de papel na qual também aparecia a imagem de olhos, e a outra metade foi apresentada as mesmas situações, acompanhadas por uma imagem de flores. Quem via os olhos, avaliou ambas as transgressões (ficar com o dinheiro alheio e falsificar um documento) como moralmente menos aceitáveis que aqueles que viram flores.
"Destas reações pode se concluir que os sinais de vigilância, representadas pela imagem dos olhos, teriam ativado as normas morais interiorizadas dos participantes, também conhecidas como autoconsciência particular", explicou Bourrat. Segundo o pesquisador, além disso se teria iniciado a denominada autoconsciência pública, que é "a impressão de que as ações pessoais se ajustam ou não ao padrão das normas morais aceitas".
"As pessoas que demonstram um apoio explícito aos modelos compartilhados de comportamento estariam motivadas por um desejo de manter sua reputação. Se não expressam tal apoio às normas morais podem gerar suspeita em outros", acrescenta.
Em uma pesquisa anterior, publicada na revista da Academia de Ciências da Grã-Bretanha, uma equipe de especialistas britânicos comprovou que se um indivíduo supõe que está sendo observado, tende a se comportar com mais honra em sua vida diária.
Para seu experimento, os pesquisadores em Biologia e Psicologia da Universidade de Newcastle utilizaram uma denominada "caixa da honra", para que o comprador pusesse em seu interior a quantidade de dinheiro que considerasse mais oportuna, de acordo com seu livre arbítrio. A peculiar caixa esteve instalada na Universidade de Newcastle, com o objetivo de arrecadar o pagamento de bebidas de uso partilhado entre cerca de 50 pessoas.
De modo similar ao experimento liderado pela Universidade de Sydney, sobre a caixa se colocava algumas vezes um cartaz com a imagem de dois olhos e outras vezes outro sinal na qual se viam duas flores. Assim se descobriu que as pessoas jogavam três vezes mais dinheiro quando em cima da caixa estava a imagem de olhos, em comparação a quando aparecia a foto das flores.
"As estatísticas mostram que os olhos têm um grande impacto no comportamento das pessoas, neste caso em particular entre os universitários consumidores de café ou chá", assinalou Melissa Bateson, bióloga do comportamento da Universidade de Newcastle, e diretora da pesquisa. [Fonte: Terra]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra? Conheça as Diferenças!



Psicologia
Para se tornar psicólogo, é preciso concluir a graduação. A Psicologia é a área que se ocupa de psicoterapias e psicodiagnósticos. O psicodiagnóstico é elaborado a partir de entrevistas e realização de testes com o paciente e se diferencia do diagnóstico médico, por ser uma técnica exclusiva do psicólogo (psiquiatras não podem aplicá-los).
"Onde houver seres humanos, haverá relações e, consequentemente, haverá comportamento. Em qualquer um desses espaços o psicólogo pode atuar", comenta o psicólogo e ex-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, Dionísio Panaszewski.
Se antigamente a Psicologia tinha o foco em áreas como clínica, escolar e industrial, hoje essa ciência é demandada por outros campos também, como jurídico, esportivo e social. "Na psicologia jurídica, por exemplo, o profissional pode atuar na recuperação e inserção social da população carcerária", completa Panaszewski.

Psiquiatria
O psiquiatra é um profissional licenciado em Medicina, com especialização em transtornos mentais. Diferentemente da Psicologia e da Psicanálise, um tratamento psiquiátrico pode fazer uso de remédios.
"O psiquiatra pode, além da utilização das psicoterapias, prescrever medicamentos que auxiliem no tratamento. Com o avanço dos remédios que dispomos hoje em dia é possível tirar pacientes da crise mental em até dois meses, o que antigamnte podia durar anos", detalha Luiz Carlos Villafont, primeiro-secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria. O médico, além do atendimento hospitalar-institucional, também pode atender em consultórios, ambulatórios e centros de atenção psico-social. Tanto na rede pública ou de modo privado.

Psicanálise
A Psicanálise surgiu dos estudos e investigações de Sigmund Freud, médico neurologista vienense do século XIX, e se ocupa da compreensão e análise do homem. Exclusivamente por meio de diálogos, o psicanalista procura a cura para as enfermidades físicas e mentais do paciente.
"A psicanálise é a cura através da fala. Conversando com o psicanalista, o paciente apresenta seus sintomas e revela informações que podem ser utilizadas na própria solução do caso dele", diz o psicanalista e vice-presidente da Associação de Psicanálise da Bahia, Cláudio Carvalho, a respeito do método de tratamento baseado na narrativa do paciente, presente também em outras psicoterapias.
Apesar de estar inserida na Psicologia, pois é uma forma de psicoterapia, a psicanálise pode ser entendida como um campo à parte. Contudo, não existe uma faculdade específica, a formação se dá por meio de instituições de Psicanálise. Ou seja, não é necessário ser psicólogo ou psiquiatra para se tornar um psicanalista.
"A pessoa que tiver interesse em se formar psicanalista deve procurar uma instituição especializada. Seminários, leituras e análise pessoal fazem parte da formação, que também inclui a supervisão clínica de um caso, acompanhado de um psicanalista já formado", completa Carvalho.[Fonte: Terra]


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cientistas conseguem reproduzir imagens armazenadas no cérebro


Na imagem acima, cenas de filmes e as imagens cerebrais captadas pelos cientistas - Foto: AP

Cientistas utilizaram um scanner e um computador para decodificar e reconstruir imagens de um filme assistido previamente por três indivíduos, em um procedimento que poderá, no futuro, ajudar pessoas com dificuldades de comunicação, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (22/09/2011).
Até o momento, a técnica que combina imagens por ressonância magnética (IRM) e padrões informáticos pôde apenas reconstituir extratos dos filmes assistidos pelos voluntários da experiência, mas o método abre caminho para uma tecnologia capaz de ler imagens no cérebro - como sonhos ou 'filmes' da memória -, destacaram os cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley.
"É um passo importante para a reconstrução de imagens no cérebro", disse o professor Jack Gallant, neurologista da Universidade e um dos autores do estudo, publicado na revista americana Current Biology.

Leia também:
Como o cérebro prefere ouvir o som
Centro de leitura do cérebro não é exigente com a visão
"Abrimos uma janela aos 'filmes' projetados em nossa mente".
No futuro, esta tecnologia poderá permitir uma melhor compreensão do que se passa na mente das vítimas de AVCs, de pessoas em coma ou de vítimas de doenças neurodegenerativas incapazes de se comunicar.
Também poderá facilitar a criação de uma máquina capaz de se comunicar diretamente com o cérebro, permitindo a pessoas sem capacidade motora comandar instrumentos apenas com a mente, segundo o professor Gallant.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pesquisa: corrente elétrica no cérebro acelera aprendizado


Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos. Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil.
Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglatarra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford.
A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença.
Uma das principais revelações do estudo foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.
Como parte do estudo, os especialistas também investigaram a possibilidade de usar estimulação elétrica não invasiva do cérebro para melhorar o processo de recuperação da capacidade motora. Melhorias a curto prazo já haviam sido constatadas em pacientes que tinham sofrido derrames. Mas um resultado inesperado foi verificado quando os mesmos estímulos foram feitos nos cérebros de adultos saudáveis: a velocidade de aprendizado desses indivíduos também aumentou consideravelmente.
Aumento de atividade
Para observar esse efeito, a equipe criou um experimento em que voluntários memorizavam uma sequência de botões para apertar, "como se aprendessem a tocar uma melodia no piano". Enquanto faziam isso, recebiam, por meio de dois eletrodos colocados em pontos específicos de suas cabeças, estímulos por corrente transcraniana.
Uma corrente de intensidade muito pequena foi passada entre os eletrodos formando um arco que passava dentro do cérebro e, dependendo da direção da corrente, ela aumentava ou diminuía a atividade naquela parte do cérebro. Johansen-Berg explicou que "um aumento na atividade das células do cérebro as torna mais suscetíveis ao tipo de mudança que ocorre durante o aprendizado".
O s resultados do experimento que envolvia apertar os botões em sequência demonstraram os efeitos positivos, em termos do aprendizado, de apenas dez minutos de estímulos ao cérebro, em comparação a um experimento "placebo" no qual não houve estímulo elétrico. "Os estímulos não melhoraram o desempenho máximo do participante, mas a velocidade com a qual ele alcançava seu ponto de desempenho máximo foi aumentada significativamente", disse Johansen-Berg.
Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas. Os experimentos demonstram explicitamente que estimular o córtex motor do cérebro pode aumentar a velocidade do aprendizado de funções motoras.

Os pesquisadores dizem ter esperanças de que o mesmo método possa ser aplicado a outras partes do cérebro para melhorar o aprendizado na educação, simplesmente posicionando-se os eletrodos em locais diferentes de forma que a corrente possa ser direcionada à área correta. Em função da relativa simplicidade, baixo custo (cerca de US$ 3 mil por unidade) e portabilidade da tecnologia, a equipe acha possível que - após mais pesquisas - aparelhos sejam criados especificamente para uso em casa.
No futuro, Johansen-Berg e sua equipe pretendem investigar as possibilidades de se aumentar o efeito da técnica por meio de estímulos diários durante períodos de algumas semanas ou meses. No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral da recuperação dos pacientes, que tende a variar bastante.[Fonte: Terra]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

6 besteiras sobre psicologia que todo mundo acredita

Psicologia é uma daquelas coisas que todo mundo acha que sabe. Quem nunca “deu um de psicólogo”, e confortou um amigo? Ou pensou que descobriu a raiz do sofrimento de um colega de trabalho? Mas, como qualquer ciência com espaço na cultura pop, um monte de declarações comuns que ouvimos todos os dias são tão erradas que um profissional desmaiaria se as ouvisse. Confira e fique esperto:
1 – “Se você expressar sua raiva, se sentirá melhor”
Você com certeza já ouviu alguém falar que, se você guardar sua raiva, um dia não vai aguentar, vai estourar. E, de fato, nos filmes sempre tem um ponto no qual o personagem “enlouquece”, dispara uma bala pro ar, amassa uma boneca, grita em um travesseiro, dá pancadas na parede, ou estrangula um gatinho. E daí, veja só, se sente muito melhor. Sim, muitas das terapias atuais foram construídas em torno desta ideia, basicamente incentivando as pessoas a controlar sua raiva socando um saco de pancadas para impedi-las de fazer o mesmo com seu chefe. Faz sentido, né?
Por que é mentira: pesquisas dizem que isso não funciona. Expressar a raiva, mesmo contra objetos inanimados, não torna ninguém menos bravo. Na verdade, faz você querer ficar irritado. Os seres humanos têm uma coisa chamada “hábitos”. Quando fazemos algo, e isso nos faz sentir bem, queremos fazer isso de novo e mais frequentemente. É por isso que você não vê um monte de monges budistas jogando tijolos através de vidros em seu caminho para a iluminação. A raiva é “viciante”, e “bater” como um meio para controlá-la é como beber para controlar sua vontade de beber. E isso é má notícia, considerando que há muitas situações onde não há um objeto inanimado para socar.
2 – “Acredite em você mesmo, e você terá sucesso”
Autoestima é martelada em nossos cérebros a vida inteira. Você tem que tê-la, baseado na crença de que os com autoestima elevada se dão melhor na vida, fazem e mantêm mais amigos, e em geral funcionam melhor como um membro da sociedade. Quase todos os filmes de adolescente são defensores dessa teoria. O impopular, cansado de anos de abuso, deprimente, um dia descobre sua própria autoestima em tempo para o grande baile/jogo/viagem. Então, todo os outros alunos da escola percebem essa mudança radical e ele se torna o garoto mais popular. Programas e livros de autoajuda trazem essa ideia também, prometendo que o reforço da autoestima é a chave para superar obstáculos e fracassos. Mesmo escolas de ensino fundamental nos EUA começaram a dar aulas de autoestima para as crianças, porque, como todos sabem, a chave para a felicidade é receber recompensas por pouca ou nenhuma coisa.
Por que é mentira: isso parece ser um uma confusão entre correlação e causalidade. Ao invés de pensar: “Talvez as crianças com alta autoestima se sentem bem consigo mesmas porque tiram boas notas na escola e têm muitos amigos”, eles decidiram que é o contrário, que eles se dão bem porque têm autoestima. Então, tentaram ensinar as pessoas a se sentirem bem consigo mesmas por qualquer razão, como se disso se seguisse algo melhor (o que não ocorre). Isso resulta em algumas crianças com muita autoestima, uma raça que classificamos como “babacas”. Não é brincadeira. Pesquisas mostram que crianças com um senso inflado de autoestima se tornam agressivas quando sua “superioridade” é posta em causa, levando a uma queda mais prejudicial quando ela percebe que é uma fracassada. Nós certamente não somos especialistas, mas talvez seria melhor ensinar coisas que levam ao sucesso (como habilidades sociais e de comunicação, estratégias para lidar com o stress, etc.) e deixar que isso leve naturalmente ao sucesso, ao invés de ir direito para a parte da autoestima.
3 – “Membros de religiões ou seitas são estúpidos e ingênuos”
Há uma ideia de que quem participa de uma seita (ou religião organizada de qualquer tipo) ou é fraco, ou retardado, ou uma combinação dos dois. Nós tendemos a associar cultos com fanatismo, supondo que todos eles são formados por pessoas que usam roupas esquisitas e vivem em locais afastados. Graças a certas seitas apocalípticas e/ou suicidas que já foram manchetes internacionais, não temos mesmo muita razão para pensar o contrário.
Por que é mentira: Estudos mostram que membros de seitas são tão inteligentes, se não mais, do que o público em geral. E cerca de 95% dos membros são perfeitamente saudáveis (quando entram para a religião, pelo menos), sem histórico de problemas psicológicos. Eles não são estúpidos, nem loucos. Claro que isso só serve para tornar os cultos ainda mais assustadores. Como diabos essas seitas conseguem que pessoas – que são tão sãs e inteligentes – juntem-se a eles?
Como animais sociais que somos, nós queremos pertencer a um grupo. É uma necessidade tão básica e real como fome ou sexo. Quando não estamos bem (perdemos o emprego, ou mudamos para uma nova cidade ou terminamos com um namorado), ficamos um pouco loucos. Os cultos são muito bons em encontrar pessoas nesse momento de fraqueza, e dizer exatamente a coisa certa. E uma vez que essas pessoas estão em algum culto, percebem que não, nem todos os membros acabam fazendo parte de uma cerimônia bizarra suicida. A maioria leva uma vida normal e bem sucedida.
4 – “Cuidado! Propagandas têm mensagens subliminares para nos fazer querer algo”
Esse grande mito parece ressurgir toda década de uma forma diferente. Na década de 80 era mensagens supostamente escondidas (e satânicas!) em músicas de rock, só audíveis quando os discos eram tocados ao contrário, mas ainda assim capazes de secretamente influenciar o cérebro adolescente quando tocado normalmente. Mensagens subliminares também são técnicas em que anunciantes poderiam supostamente jogar uma mensagem em uma tela tão rápido que não seria percebida conscientemente, mas ainda capaz de enganar seu subconsciente para fazer ou comprar o que o anunciante quisesse. Hoje existem afirmações semelhantes sobre “programação neurolinguística”, que artistas como o mágico Derren Brown afirmam que lhes permite controlar qualquer pessoa “introduzindo” palavras de comando em uma frase, despercebidamente, é claro. Tudo isso equivale à mesma coisa: formas de comunicação que podem magicamente manipular seu subconsciente até que você não passe de um fantoche.
Por que é mentira: nenhum método de mensagens subliminares funciona. Não, seu cérebro não pode pegar mensagens subliminares nem mesmo quando você intencionalmente reproduz uma faixa ao contrário. Se você ouviu algo, foi produto de sua própria imaginação. O único estudo que disse que rápidas telas publicitárias imperceptíveis durante filmes no cinema (que diziam “Beba Coca-Cola” e “Fome? Coma pipoca”) levam ao aumento massivo nas vendas de ambos os produtos provavelmente foi baseado em dados falsos, se é que realmente aconteceu (além do mais, ninguém bebe Coca ou come pipoca no cinema, né). Quanto à programação neurolinguística, não preciso dizer nada: há uma razão pela qual o sujeito principal conhecido por usá-la é um mágico. Se realmente houvesse um método confiável de distribuir mensagens invisíveis que poderiam transformar as massas em robôs, quem o dominasse dominaria também o mundo. Eles não precisariam de força militar para invadir outro país, apenas ter sua transmissão ouvida pela população de lá. O fato de que todos os governos na história do planeta não foram capazes de inventar esse método nos deixa muito confortáveis em chamá-lo de “mentira”.
5 – “O detector de mentiras pode apontar quem não fala a verdade”

O que suspeitos de assassinato, candidatos a empregos públicos e concorrentes de jogos de televisão têm em comum? Eles podem acabar ligados a um polígrafo para ver se estão dizendo a verdade. Testes de polígrafo (“detector de mentiras”) remontam ao início do século 20. Nos próximos 80 anos as máquinas se tornaram suficientemente avançadas para que a sociedade permitisse sua utilização em jogos de programas de televisão. Que ótimo drama ver um desconhecido ligado a uma máquina tendo seus segredos expostos por dinheiro (o que descreve todos os programas de televisão com jogos).
Por que é mentira: o problema sempre foi o apelido “detector de mentiras”, pois fica implícito que as máquinas de algum modo sabem a verdade, e podem sentir a falsidade no ar. Obviamente isso não é verdade. Elas simplesmente medem o número de respostas físicas que podem significar que alguém está mentindo. Estudos mostram que os testes de polígrafo são ligeiramente bons, mas longes de ser totalmente precisos. Em 2003, um amplo estudo da Academia Nacional de Ciências americana descobriu que polígrafos ajudam a detectar as mentiras a uma taxa um pouco melhor do que decidir na moeda se é verdade ou mentira. Se sua taxa de acerto é apenas um pouco maior que o acaso, o grande número de falsos positivos pode tornar o esforço inútil. Há um grande número de variáveis que podem enganar os resultados, e várias pessoas já descobriram truques para driblar o teste (o espião soviético Aldrich Ames bateu o polígrafo duas vezes). É por isso que ele é, de certa forma, pior do que jogar uma moeda. Com a moeda, você sabe que é aleatório. Com o polígrafo, você tem uma falsa sensação de segurança (afinal, o cara culpado que engana o teste é agora menos suspeito do que se não tivesse sido testado). Fala sério…
6 – “Quem odeia gays é provavelmente secretamente gay”
Se você assistir a qualquer filme ou programa de televisão que enfoca personagens gays, com certeza em algum momento verá o personagem “Odeia Gays Porque É Secretamente Gay” (tome por exemplo o “David Karofsky”, da série popular Glee). É tão arquétipo da cultura pop que, na vida real, quando você vê um cara na academia expressando desagrado com a coisa toda gay, você automaticamente assume que ele tem fotos de caras musculosos debaixo da cama. E realmente, isso também existe na vida real; quem nunca ouviu falar de um político conservador que acabou sendo acusado de enviar e-mails pornográficos a menores do sexo masculino?
Por que é mentira: Dá para admitir que às vezes é verdade. Houve até um estudo feito em 1996 com 64 estudantes universitários, 35 dos quais eram homofóbicos. Os pesquisadores mediram suas ereções (sério) enquanto eles assistiam pornô (sim, isso aconteceu MESMO). Verificou-se que a maioria dos homofóbicos ficou pelo menos semiereto enquanto assistia pornô gay, mas apenas cerca de um quarto dos não homofóbicos tiveram ereção. Porém, isso é um pouco estranho: se quase a metade de todos os participantes do estudo tiveram pelo menos uma semiereção assistindo pornô gay, então metade da população masculina é secretamente gay? Eu chuto que isso é bastante improvável.[Fonte: Hypescience]

Bebês: eles são mais inteligentes do que pensávamos

Um estudo psiquiátrico recente havia apurado que bebês mais novos do que um ano de idade têm a habilidade de interpretar o que está acontecendo em seu ambiente visual. Dessa forma, o tempo que um bebê gasta olhando para a mesma cena é proporcional à anormalidade dessa cena, que fugiu do que ele esperava e exigiu mais atenção.
Na última semana, uma equipe internacional de cientistas foi ainda mais longe: afirmam que os bebês usam, de fato, lógica e razão para prever a ação seguinte em um acontecimento, exatamente como os adultos.
Para comprovar isso na prática, três pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachussets (EUA) desenvolveram um método computadorizado. Colocaram bebês com idade inferior a um ano em frente a um vídeo, que mostrava uma caixa transparente com uma abertura no fundo, dentro da qual havia uma série de objetos se movendo. Todos os movimentos mentais dos bebês eram monitorados por um programa especificamente desenvolvido para isso.
Os pesquisadores observaram a reação dos bebês a cada alteração na cena. Em dado momento, o vídeo tirava a caixa da visão dos bebês, e quando voltava, um dos objetos da caixa havia saído dela. Essa operação (tirar um dos objetos da caixa) foi repetida várias vezes, com três variáveis entre elas: a proporção dos objetos na caixa, a distância entre o objeto que saía da caixa e o fundo, e o tempo que o objeto levava para sair. Logo, o que se espera é que um objeto mais perto do fundo tenha mais chances de sair da caixa.
Quando o vídeo era interrompido muito rapidamente, e na volta o que havia saído era um objeto longe da abertura, os bebês ficavam surpresos (isso significa que ficaram olhando fixamente para a cena por mais tempo). É claro: eles imaginaram que um objeto longe da abertura não pudesse sair da caixa tão rápido. Quando, ao contrário, o tempo que se escondia o vídeo era maior, os bebês prestavam menos atenção. Isso porque, em uma duração maior, daria tempo de qualquer objeto sair da caixa tranquilamente.
Esses efeitos observados nos bebês, segundo os pesquisadores, confirmam que eles usam relações racionais avançadas. Os cientistas afirmam que essa é a primeira vez que as reações cognitivas de uma criança conseguem ser colocadas em termos matemáticos, decodificáveis por computador. E avisam: não subestime o entendimento de um bebê sobre algo que você faz, aparentemente eles são mais espertos do que nós pensávamos.[WebMD]